onde já fui... e onde ainda falta ir!!!!

domingo, 12 de abril de 2015

São Tomé doce doce



São Tomé doce doce

Este é o CD que marcou a viagem, que nos acompanhou pelos tours de norte a sul, de janelas abertas e de cabelos ao vento pelas estradas estreitas e tortuosas rodeadas de verde. É de um cabo verdiano chamado princezito. Está esgotado mas consegui descarregar do iTunes para ter de recordação e ouvir enquanto estou a escrever as férias. 😄





 
São Tomé é mágico, as pessoas são boas , puras e de uma inocência inacreditável . O lema da terra é "Leve Leve " porque tudo rola devagarinho , na tranquilidade. Quando passas nas aldeias , o primeiro contacto das crianças connosco é para te pedir doces, ouves aquelas vozinhas em coro a dizer "doce, doce", porque estão habituados a que os turistas tragam doces... Mas não queremos habituar os miúdos aquilo e por isso em vez de doces oferecemos nossa amizade e brincamos com eles! Adoram andar de mão dada! Entrar na cultura São Tomense é como retroceder à infância, e aos princípios básicos da vida. 
 






São Tomé traz-me agora o cheiro a cacau e o sabor de banana maçã (uma banana pequenina com aroma de maçã) e os sorrisos que não me saem da cabeça (os deles e os meus).



  Sou mesmo feliz em São Tomé. Tudo correu inexplicavelmente bem, no dia 1 de Abril (dia das mentiras) a Gabi pregou um susto aos meus pais e disse que eu perdi o avião (ficaram em pânico). Recuperados do susto fomos jantar  ao espaço cultural "Cacau"! Os meus pais dançaram, nós também com o Junior e o Beny (os que dançavam melhor) e com outros claro! Depois fomos ao hotel deixar os meus pais e fugimos como duas adolescentes para a discoteca kizomba, bem típica e simples.
Na manhã seguinte, rumo ao sul, rasgámos o verde estrada fora, guiados pelo nosso amigo e guia local Cau, e almoçamos na Roça de São João dos Angolares, recebidos pelo chef João Carlos Silva (do programa roça com os tachos), comida divinal com os produtos naturais da terra, pratos vegetarianos gourmet deliciosos.






Já no sul, no curso de mergulho, entrei no mundo dos peixinhos , numa outra dimensão . Nada comparável a qualquer coisa que já tenha feito. A Gabi é uma companhia top e completamente sintonizadas ficamos logo integradas na comunidade , na tal aldeia de São Francisco que te falei. Foram dois dias de tranquilidade e novas experiências. Ter os meus pais ali no mesmo resort foi parecido a umas férias de adolescente 😊 Fizemos muitos amigos e ficaram muitas coisas por fazer (passeios , etc, e faltam 2 mergulhos para terminar o curso de mergulho) o que nos dá motivos para um dia voltar!


Depois a Gabi e o Cau salvaram um cachorrinho que estava fechado num caixote. O bebe ficou a chamar-se Max e fomos para o norte até Mucumbli, passar o domingo de Páscoa, numa praia de areia preta. Foi a melhor despedida... mergulho dos 4 (inclui Max) ao por do sol no paraíso, onde não há palavras (nem imagens) que possam descrever... 



Bali

Lua cheia a iluminar Keramas. Caminhando descalças pela praia, pisando areia fina e preta, com salpicos de prata, sentindo o conforto dos sopros de vento quente, que abraça o nosso corpo e nos aquece a alma.
Areia fina, quente, preta e prata, que brilha no escuro, que nos enfeita os pés para a festa, como pirilampos... A musica que se aproxima vinda do Komune faz-nos sorrir e não precisamos de palavras... basta o olhar que se cruza na escuridão... (in diário de bordo, Jun 2013)